O PAPEL DO PROFESSOR FACE A INDISCIPLINA DO ALUNO
 Introdução
 Tarefa
 Processo
 Avaliação
 Conclusão
 Créditos
 

O PAPEL DO PROFESSOR E OS ACTOS DE INDISCIPLINA DO ALUNO

Dados os desafios que o professor da actualidade enfrenta no seu quotidiano, é muito importante que este reflicta sobre os problemas que a escola de hoje apresenta e sobre o seu papel na sala de aula, enquanto alguém que transmite os seus conhecimentos e experiencias aos educandos, para que este se forme enquanto ser social.

Nos últimos anos verifica-se a nível mundial, uma crescente onda de indisciplina nas escolas, tornando-se imprescindível que cada profissional da área de educação reflicta diariamente sobre este tema, de modo a combater contra este fenómeno tão indesejado.

O termo indisciplina apresenta um vasto reportório de conceitos que variam conforme as suas épocas em que este fenómeno foi examinado e conforme a sociedade onde se insere.

O conceito de indisciplina tem múltiplas interpretações. Um aluno indisciplina é em princípio alguém que possui um comportamento desviante em relação a uma norma explicita ou implica sancionada em termos escolares.

O comportamento negativo pode implicar violência, mas não é necessário que esta ocorra.

 

DEIXAR DE CONCEBER O ALUNO INDISCIPLINADO COMO PROBLEMA

Segundo os autores Silva,La taille e Justo,(2006:66)  educadores já devem ter escutado ou mesmo pronunciado que determinado aluno indisciplinado “é muito inteligente”, e por esta razão frequentemente termina as actividades antes da maioria. Por serem mais rápidos do que os de mais na elaboração das actividades propostas, tais alunos “acabam ficando sem fazer nada, por um longo tempo, perturbando os outros, levantando-se da carteira a todo momento e procurando conversa com os colegas em momentos considerados inapropriados pelo professor”.

Temos plena consciência da dificuldade e nos solidarizamos com o professor que afirma ser extremamente custoso ensinar 60 crianças ou adolescente por sala de aula, em ambiente sem condições climáticas e especiais minimamente adequadas, com disparidade de desenvolvimento e de conhecimento tão grandes entre eles. Todavia, quando os nossos colegas se apegam nas tais justificativas, não percebem que problema esta na política educacional orientadora e não no facto de determinado aluno ser mais ou menos rápido na consecução das actividades.

Segundo os autores Piaget (1964), Freud (1913) de La Taille (2002) dentre outros estudiosos da moralidade humana, acredito que esse processo civilizador só ocorrerá por meio do diálogo entre professor/aluno. Logo, o educador deve ser uma autoridade de facto ou seja, reconhecida como tal e não uma figura autoritária.

 

 

 É a escola que deve estar preparada para receber o aluno e não o oposto. Porém sabemos que o professor tem um programa a cumprir. Em razão disso, ele sofre pressões de todos os lados, desde as feitas por familiares até ao dos coordenadores pedagógicos, directores e supervisores de ensino.

Feita essa rápida digressão, voltamos a dizer que, apesar de todas as pressões, as crianças e os adolescentes não devem ser responsabilizados pela indisciplina.

Em síntese, deve-se deixar de ver o aluno indisciplinado, violento, com dificuldades de aprendizagens e desinteressado com um problema. A superação de tais fenómenos passa pelo entendimento de que, mais do que entraves à ocorrência do processo de ensino e de aprendizagem, eles são indicadores de como está se dando a dinâmica escolar formal e em muitos casos, funcionando como instrumentos de solução. Assim, propomos mudar a maneira como o professor amiúde vê o aluno considerado muito ou pouco inteligente “imaturo” ou excessivamente “maduro”.

 

CAUSAS DO COMPORTAMENTO NEGATIVO DO ALUNO

Não é fácil fazer um inventário das causas de indisciplina nas escolas, tendo em conta o elevado número da mesma. Não existe apenas uma causa, mas sim uma infinidade de causas a influenciar a indisciplina na sala de aula surgindo a necessidade de procurar o real papel do professor face comportamento negativo do aluno, adquirir estratégias para que tal fenómeno não tome ainda proporções maiores do que tem actualmente.

  • A própria relação entre professores/alunos poderá apresentar uma das causas de indisciplina, pois dentro de cada sala de aula, existem diversos acontecimentos que nos levam ambiguidades quer para o professor quer para os alunos existindo deste modo factores pessoais de ambas as partes que culminarão na indisciplina. Tiba( 2006:271).

 

Cabe aos encarregados desempenharem o papel principal na construção da personalidade de cada indivíduo, já que é o primeiro agente da socialização. Assim, é normal que cada aluno, manifeste diferentes comportamentos que variam conforme o contexto familiar em que o mesmo está inserido.

Deste modo, é normal que exista discrepância comportamental na sala de aula, e consequentemente a ocorrência de alguns conflitos. Existem ainda formas de indisciplina causada por questões pedagógicas, onde perante a falta de regras impostas pelo professor na sala de aula, os alunos têm comportamentos menos apropriados, tais como: falar em demasiado, jogar papeis, enviar mensagens.

Uma outra causa, de comportamento negativo são as turmas numerosas, o fraco relacionamento professor/aluno, escola mal cuidada, a ausência de instalações para actividades desportivas-lazer, podem levar a indisciplina provocada pela gradação do ambiente escolar.

É urgente reunirem-se esforços para prevenir e combater de melhor forma este fenómeno negativo que assola a escola.

O aluno é um mundo de atitudes e comportamentos, o que torna quase impossível a tarefa de criar estratégia-padrão para aplicar perante as atitudes de cada um.

Cada caso é um caso, e o professor terá de encontrar soluções adequadas para os problemas com que se confronta. Poderá desta forma adoptar algumas estratégias para prevenir comportamentos indisciplinados, tais como: reflectir sobre as suas atitudes em funções enquanto professor.


© 2010 Todos direitos reservados.