Aprendizagem Cooperativa
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ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM COOPERATIVA

 

Arends (2008, p. 172), considera que “os professores eficazes têm um conjunto de estratégias de gestão que utilizam conforme as situações exigem”.

Para Doyle (1986), no que concerne à aplicação das estratégias de ensino e gestão de sala de aula, o professor deve ter o espírito aberto e ser criativo.

A este respeito Roldão (2009), considera que uma estratégia de ensino se reflecte na procura de encontrar a via melhor e mais eficaz de o aluno se apropriar de uma aprendizagem.

Tal como referido por Arends (2008) os professores não se deverão limitar ao uso de um conjunto circunscrito de práticas, devendo adoptar o uso de práticas diversificadas, atendendo aos objectivos propostos, características dos alunos, tendo presente que é necessário muito voluntarismo alimentado pelo desejo de perfeição, e compreender que aprender a ensinar consiste num processo de desenvolvimento gradual, que irá ser aperfeiçoado ao longo da vida, sendo enriquecido pela experiência que vamos adquirindo.

Perante esta realidade, espera-se que o professor seja capaz de adoptar estratégias que permitam a construção de aprendizagens significativas, que adoptem uma postura crítica de como e quais os recursos necessários para atingir esse objectivo, ideia que deverá estar presente quando pensámos recorrer à metodologia da aprendizagem cooperativa.

Atendendo às vantagens associadas a esta estratégia, vários autores desenvolveram e testaram um conjunto de métodos passíveis de serem aplicados na sala de aula.

Devido a considerar-se que não existe um método ideal, na maioria da bibliografia consultada aparece com frequência a referência a métodos em vez de método, razão pela qual Pujolás (2001, citado por Fontes & Freixo, 2004) os identifica como estruturas de aprendizagem cooperativa na medida em que se encontram relacionadas com vários aspectos, como por exemplo, as características dos alunos, estratégias, tipos de actividades, relações intergrupais, entre outras.[1]

Com efeito, Freitas & Freitas (2002), e, Lopes & Silva (2009) referem que existem mais de 100 métodos, na sua maioria, susceptíveis de se adaptar à generalidade dos conteúdos curriculares, razão pela qual se revela impraticável a referência a todos os métodos existentes.[2]

Apesar de todos possuírem em comum a utilização de estruturas cooperativas, possuem diferentes formas de funcionamento o que lhes confere certas especificidades.



[1] F. R. LEITÃO, Aprendizagem cooperativa e inclusão, Lisboa, 2006.

[2] L. V. FREITAS  & C. V, FREITAS, Aprendizagem Cooperativa. Porto: Edições ASA, 2002, p. 63.


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