Aula VIII: Neuropsiquiatria Aplicada à Psicanálise
Introdução Tarefa Processo Avaliação Conclusão Créditos

CONCLUSÃO:

Fala de exequibilidade das questões da psique é temeroso, por se tratar de um campo multintertransdisciplinar exige uma compreensão sofisticada, com recursos humanos e de laboratórios sensíveis a complexidade singular do sujeito e seu inconsciente.

A construção de uma língua comum aos muitos campos do conjunto de fenômenos psíquicos é um desafio a ser superado diante da necessidade de compatibilizar, não o diagnóstico das causas, mas a forma de perceber e atuar com as realidades desestruturantes do "eu".

Esta desestrutura de valores sintomáticos, comuns ao sujeito adoecido e, nem sempre, acolhido pelo meio social, nos dá a possibilidade de pesquisar e contribuir com a ciência que se fortalece com novas teorias.

As publicações científicas produzidas ao longo dos anos irão fomentar, cada vez mais, a participação dos parceiros das academias e comunidades científicas nacionais e internacionais, publicando novas descobertas sobre o magnífico labirinto neuropsicobiológico que somos, gerando produtos com propagações intelectuais, diagnósticos e de novas estratégias terapêuticas.

Além disso, de forma completamente integrada à geração de novos conhecimentos científicos, essa interação científica também alavancará fortemente atividades de formação de recursos humanos nas escolas brasileiras, bem como atividades de transferência de conhecimentos para a sociedade, através da divulgação dos achados em pesquisas sobre biomarcadores.

As comunidades psicanalíticas têm demonstrado que além dos biomarcadores, a psicanálise, cria campo próprio de mapeamento e reorganização dos processos pré-existentes no inconsciente que atuam como agentes estruturantes do "Eu", tornando-os conscientes e dominantes dos seus desejos e cúmplices das suas neuroses. 

Os trabalhos de Freud sobre a histeria foi o ponto de partida para o reconhecimento da neuropsiquiatria como especialidade médica, com a noção de corpo simbólico, suporte desta loucura. As observações clínicas não ficariam mais restrititas ao corpo anatomopatológico, até então, única forma para explicação de todas as enfermidades. Surgia um novo corpo representado por sintomas. 

 


 


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