Aulas 3/4: Teoria Psicanalítica – Freud III e IV
Introdução Tarefa Processo Avaliação Conclusão Créditos

A transferência institucional. 

No âmbito institucional existem algumas possibilidades de inscrever efeitos de transmissão da psicanálise a partir da práxis do analista, vou abordar com vocês dois destes efeitos, articulados ao conceito de transferência em psicanálise.

A transferência é um vínculo que se estabelece entre um paciente e seu psicanalista, enfim está presente em todas as relações. Conhecer e saber trabalhar com esse elemento é fundamental para o profissional realizar seu trabalho. Poder identificar que figura na transferência o psicanalista está encarnado para seu paciente, possibilita que ele possa realizar seu trabalho, seja na recepção, anamnese ou intervenção terapêutica.

O conceito psicanalítico de transferência, pode se revelar como um antídoto contra armadilhas da compaixão e furor-curandis, (a excessiva necessidade do analista curar seu paciente de seus sintomas sem dar ouvidos ao que ele quer), muito comuns ao campo da clínica e da saúde convencional. 

O aparecimento da maneira como o sujeito constitui seus objetos remete-nos à temática da transferência, sendo que na “relação” entre analista e paciente este atualiza suas formas de gozar.

Neste sentido, é preciso levar em conta também a contratransferência, que é a transferência do profissional com seu paciente. Ou também chamada de resistência do analista, que impede o avanço do trabalho analítico. Esta pode estar presente em qualquer relação que se pretenda terapêutica, dificultando ou mesmo impedindo a finalidade a qual se propôs. Nesta perspectiva até o psicanalista mais experiente pode cometer erros de análise e consequentemente de tratamento por não poder estar em uma posição de “juízo”.

O analista não deve se positivar sob o risco de cometer erros de julgamento ou mesmo afetivos. Às vezes, gostar muito de um paciente pode provocar o sentimento que o impeça de atuar na terapêutica, pois poderá trazer sofrimento para o paciente. Por outro, o narcisismo exacerbado de um psicanalista, faz com ele comprometa a análise, por exemplo, subjulgar aqueles pacientes que não se comportam como ele quer... perde o respeito a dor e a singularidade do sujeito analisando. 


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