Aula VII: Parapsicologia e Misticismo Aplicada...
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Compreensão das interfaces do paradigma junguiano.

Considerando o crescente interesse por parte da comunidade acadêmica em conduzir pesquisas baseadas na Psicologia Analítica, nosso objetivo é discutir as bases epistemológicas e metodológicas do paradigma junguiano e suas interfaces com o modelo científico pós-moderno e com os métodos qualitativos de pesquisa.

A aplicação da Psicologia Analítica à pesquisa científica abre possibilidades de atuação profissional, que vão além da prática clínica, e constitui um desafio da prática junguiana a ser enfrentado.

A perspectiva simbólica arquetípica como forma de compreensão da realidade nos habilita a investigar os fenômenos nos contextos individual e coletivo. O modelo junguiano desenvolveu-se, predominantemente, na direção da formação de analistas, privilegiando a aplicação da teoria à psicoterapia.

Quando se fala de método junguiano, geralmente, entende-se método psicoterapêutico. Jung, no entanto, além de exímio psicoterapeuta, foi, antes, um grande pensador, que construiu uma teoria psicológica inédita, tanto em termos ontológicos quanto epistemológicos e metodológicos, o que nos permite falar de um novo paradigma científico.

A compreensão das interfaces do paradigma junguiano com a metodologia qualitativa de pesquisa e com a ciência pós-moderna requer algumas considerações preliminares, ainda que breves, sobre a concepção de ciência moderna, sobre as origens da Psicologia Analítica de C. G. Jung e sobre o conceito de paradigma. Tais considerações visam a contextualizar o pensamento junguiano e a metodologia qualitativa de pesquisa, para que seja possível discutir a integração entre ambos.

 


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