Aula VIII: Neuropsiquiatria Aplicada à Psicanálise
Introdução Tarefa Processo Avaliação Conclusão Créditos

Gostaria de dedicar esta evolução (Processo), para uma das grandes psiquiatras do Brasil. 

Nise da Silveira (15/02/1905 - Maceió/AL - 30/10/1999 - Rio de Janeiro/RJ) foi uma renomada médica psiquiatra brasileira, aluna de Carl Jung. Filha do professor de matemática Faustino Magalhães da Silveira e da pianista Maria Lídia da Silveira. Nise foi admitida na Faculdade de Medicina da Bahia (1926–1931) aos 21 anos. Nise demonstrou, de forma objetiva e como muita determinação, que a evolução das terapias voltadas para a preservação do psiquismo (energia inteligente, gerada pelo cérebro (espírito ou alma), consciente ou inconsciente, emanada em determinadas frequência, de alcance ilimitado e direcionadas de forma aleatória ou objetiva), não estão limitadas as formas cartesianas, mas, no lugar disso, são desafios constantes, aplicadas e sistêmicas, aos mais profundos sentimentos de preservação psíquica de cada um de nós, enquanto sujeitos neuróticos e forladores dos elementos do desejo. 

Vejo na  história de Nise da Silveira uma estrada (binária) onde caminha a psicanálise rumo aos territórios da medicina (neurologia-psiquiatria) por um complexo campo simbólico. O Museu de Imagens do Inconsciente, campo de passagem entre o hospício e o mundo das artes, criou este marco único no mundo do incosciente. É considerado o impacto da art brutt sobre o próprio criador marginal e sobre o olhar do espectador.

 

https://www.youtube.com/watch?v=diHNjchvypk 

Processo:

Embora Freud não tenha apresentado evidências sólidas para suas teorias, que até os anos 1980 eram consideradas ultrapassadas por setores importantes da comunidade científica, a neuropsiquiatria também não era um modelo de perfeição teórica já que a farmacologia “não ofereceu uma teoria global alternativa de personalidade, emoção e motivação. [...]

A descoberta do inconsciente aumentou as possibilidades de compreensão do conflito psíquico. O paciente com a sua história melhor compreendida passava também a sentir maior compreensão e segurança no atendimento. Vale salientar como é importante a colaboração do paciente no estabelecimento do processo terapêutico. O paciente, agora, participa do tratamento se assim o quiser. A terapia surge como o lugar de trabalhar o desejo do cliente, não mais obrigado a responder interrogatórios. Ele passa a investigar a sua própria verdade.

Afirmam ainda que os instintos primitivos que governam a motivação humana (que Freud chamou de id) são ainda mais primitivos do que ele imaginava e identificaram um dos sistemas cerebrais (o sistema límbico de recompensa, envolvido no desejo e na adição) como o equivalente cerebral da libido. 

A neuropsiquiatria envolve a interface entre a neurologia e a psiquiatria. Muitas doenças neurológicas com alterações comportamentais graves e incapacitantes limitam o manejo desses pacientes como: epilepsia, demências Parkinson entre outras. Além disso, alguns transtornos mentais muitas vezes se apresentam como doenças clínicas ou neurológicas como: transtornos conversivos, dissociativos e de somatização.

O conhecimento para os profissionais que atuam nessas áreas é importante para o correto diagnóstico e conduta nesses casos. O nosso curso não tem como objetivo ensinar as principais alterações comportamentais em doenças neurológicas e, muito menos, o manejo farmacológico, não farmacológico e diagnóstico de transtornos conversivos e dissociativos, mas ter um escuta terapêutica deste cliente que pode estar mergulhado nos fármacos e sendo visto e não ouvido no seu estado de sofrimento da alma.

 

 

Fonte de pesquisa: 

O modelo de aparelho psíquico de Piera Aulagnier

https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/11780/11780_5.PDF

https://www.huffpostbrasil.com/2016/04/19/quem-foi-nise-da-silveira-a-mulher-que-revolucionou-o-tratament_a_21701186/


 

 


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