Continente Americano
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O texto a seguir trás importantes informações, leia e faça o que se pede.

O subcontinente da América do Norte compreende o CanadáMéxicoGroenlândia e os Estados Unidos da América (EUA). Limita-se ao sul com a América Central na fronteira entre o México, Guatemala e Belize, a norte com o Oceano Glacial Ártico, a leste com o Oceano Atlântico e a oeste com o Pacífico.

 

Mapa político da América do Norte. Fonte: CIA World Factbook [domínio público]

Mapa político da América do Norte. Fonte: CIA World Factbook[domínio público]

Na região norte pertencente ao Canadá existe um grande número de ilhas e a maior ilha do mundo, a Groenlândia que pertence à Dinamarca (país da Europa). Outras ilhas que fazem parte do continente americano, mas pertencem a outros países são as Bermudas (Reino Unido) e o território ultramarino de Saint Pierre et Miquelon (francês). O Havaí, que fica no Oceano Pacífico pertence aos EUA.

 

Comumente, usa-se a expressão ”norte-americano” para se designar os cidadãos apenas dos EUA, aplicando-se o gentílico “canadense” ou “canadiano” aos habitantes do Canadá, e “mexicano” aos do México. Como peculiaridade o território norte-americano apresenta uma divisão bastante simétrica entre os seus Estados.

A princípio a população da América do Norte era formada por índios que habitavam principalmente o território do oeste dos EUA, esquimós, nas áreas mais frias do Canadá e Alaska (EUA) e os astecas no México. Devido ao processo de colonização, ocorreu a miscigenação dos povos locais com os colonizadores principalmente europeus, e mais característica no Canadá tornando-o um dos países mais ricos culturalmente.

A população canadense se compõe de descendentes de franceses, ingleses, espanhóis e holandeses. Por isso, os idiomas mais falados em todo o território canadense são o inglês e o francês.

O território do subcontinente norte americano é bastante extenso apresentando uma grande variação de temperatura. No norte, nas regiões mais ao norte do Canadá e no Alaska o clima é extremamente frio com o solo coberto de neve por todo o ano em algumas regiões. Já no sul, em regiões do México e dos EUA, encontramos desertos como o Deserto de Sonora no Sudoeste da América do Norte e o Deserto do Vale da Morte nos EUA.

Quanto ao relevo, o subcontinente norte-americano apresenta extensas cadeias montanhosas como os Montes Apalaches e as Montanhas Rochosas que fazem parte das Cordilheiras Ocidentais, e também, três regiões de planícies sendo a primeira na costa do Atlântico, a segunda a planície Central e a terceira, o chamado “escudo canadense”. O Grand Canyon, um grande desfiladeiro originado pelo rio Colorado, pode chegar em alguns pontos, a mais de 1600m de profundidade.

As maiores cidades da América do Norte concentram-se em torno dos Grandes Lagos (Superior, Michigan, Huron, Erie e Ontário): conjunto de cinco lagos situados entre o Canadá e os EUA. Outros rios importantes da região são os rios Mississipi, que atravessa os EUA de norte a sul, e o rio Grande no México. Na hidrografia canadense se destacam os inúmeros lagos, alguns dos quais permanecem congelados o ano inteiro (Lagos glaciais). Somando mais de dois milhões de lagos, ou 7,6% do território do Canadá.

A costa recortada da América do Norte apresenta importantes penínsulas como a da Califórnia e da Flórida nos EUA e a Península de Yucatã no México. Uma curiosidade interessante é que a Península da Califórnia pertence à placa Tectônica do Pacífico que se desloca no sentido contrário ao da placa Norte-americana, o que leva alguns cientistas a afirmarem que um dia a Península da Califórnia não fará mais parte do continente americano. Essa característica explica, por exemplo, o grande número de terremotos que existem no local, provocado pelo movimento das placas.

Quanto à flora, destaca-se a tundra na região do Canadá, a taiga e a floresta de coníferas mais ao sul e as estepes e pradarias no centro do continente. Na região norte do México e parte das Cadeias Ocidentais predomina a vegetação típica de deserto.

 

 

Segregação racial nos Estados Unidos

A segregação racial nos Estados Unidos teve início após a Guerra Civil e a consequente abolição do regime escravista no Sul do país, na segunda metade do século XIX.

 
 
Segregação racial nos Estados Unidos 
Manifestação pelos direitos civis dos negros nos EUA*
  • O que é segregação racial?

segregação racial, no contexto da Idade Contemporânea, pode ser definida como um tipo de política de Estado que tem por objetivo separar indivíduos ou grupos de indivíduos de uma mesma sociedade por meio de critérios raciais (ou étnicos). Esse tipo de medida passou a ser executado a partir do fim do século XIX e teve forte vigor no século XX, em países como a Alemanha nazista, com o antissemitismo, a África do Sul, com o apartheid, e os Estados Unidos da América.

  • Formação dos EUA: diferenças básicas entre Sul e Norte

Para compreendermos a questão da segregação racial nos Estados Unidos, é necessário que relembremos um pouco do processo de formação desse país.

Sabemos que os EUA foram formados, inicialmente, por colonos ingleses, que deram origem às chamadas Treze Colônias na costa Leste do país. No entanto, as colônias do Sul tiveram um desenvolvimento diferente daquelas do Norte. Enquanto no Norte houve o modelo da pequena propriedade privada, do trabalho livre e assalariado e do desenvolvimento da indústria, no Sul prevaleceu o modelo da grande propriedade de terras e da monocultura (que caracteriza a chamada plantation). Nesse modelo, ao contrário do que vigorou no Norte, assentou-se o uso do trabalho escravo, mais precisamente de escravos negros do continente africano.

Sendo assim, durante o período em que predominou a escravidão no Sul dos EUA, os negros escravos eram, assim como no Brasil e em outras partes do mundo à época, considerados mercadoria de seus donos e não indivíduos portadores de direitos.

  • Guerra Civil e implantação de políticas segregacionistas no Sul

Essa situação só teve fim, evidentemente, com o término do modelo econômico escravocrata no Sul. O término veio com a Guerra Civil, fato que transcorreu entre os anos de 1861 e 1865. Na Guerra Civil Americana, entraram em conflito os estados do Norte, ou União, comandados pelo então presidente Abraham Lincoln, e os autoproclamados Estados Confederados do Sul, que pretendiam fundar uma confederação separatista. A guerra terminou com a vitória do Norte, que resultou na imediata abolição da escravatura.

Após a guerra, deu-se início a um processo de reconstrução do país e reincorporação dos estados do Sul ao restante do país. Nesse período, que corresponde aos anos finais da década de 1860, apareceram as primeiras tentativas de implementação das políticas segregacionistas. A muitos cidadãos brancos sulistas era inaceitável que os negros, recém-libertos, tivessem os mesmos direitos e ocupassem os mesmos espaços que eles. No mesmo ano em que terminou a guerra (1865), por exemplo, foi formada a seita Ku Klux Klan por um ex-combatente das tropas sulistas, chamado de Nathan Bedford Forrest. A polícia da União sufocou os primeiros focos de ação violenta da Klan contra os negros. Todavia, no início do século XX, a seita voltaria com muita força e milhares de adeptos.

Sobre o processo de implantação das leis segregacionistas nos EUA, o historiador Leandro Karnal diz o seguinte:

Leis de segregação racial haviam feito breve aparição durante a reconstrução, mas desapareceram até 1868. Ressurgiram no governo de Grant, a começar pelo Tennesse, em 1870: lá, os sulistas brancos promulgaram leis contra o casamento inter-racial. Cinco anos mais tarde, o Tennessee adotou a primeira Lei Jim Crow e o resto do sul o seguiu rapidamente. O termo “Jim Crow”, nascido de uma música popular, referia-se a toda lei (foram dezenas) que seguisse o princípio “separados, mas iguais”, estabelecendo afastamento entre negros e brancos nos trens, estações ferroviárias, cais, hotéis, barbearias, restaurantes, teatros, entre outros. Em 1885, a maior parte das escolas sulistas também foram divididas em instituições para brancos e outras para negros. Houve “leis Jim Crow” por todo o sul. Apenas nas décadas de 1950 e 1960 a suprema Corte derrubaria a ideia de “separados, mas iguais”. [1]

Os entraves sociais provocados pelas leis de segregação racial nos EUA e o virulento racismo delas decorrente só começariam, de fato, a ser ao menos parcialmente resolvidos como os movimentos de luta pelos direitos civis dos negros. Um dos líderes desses movimentos tornou-se símbolo dessa luta: Martin Luther King Jr. (Para saber mais sobre isso, clique aqui).

NOTAS

[1] KARNAL, Leandro [et al.]. História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI. São Paulo: Contexto, 2007.

*Créditos da imagemEPG EuroPhotoGraphics / Shutterstock.com

 


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