Gnosiologia - Representacionismo
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Neste espaço você encontrará orientações de leitura e as tarefas que devem ser feitas. Bons estudos. Att. Prof. Daniel 

Resumo dos Slides

RACIONALISMO x EMPIRISMO:

Por Paulo Pedroso

RACIONALISMO x EMPIRISMO: A parte da filosofia que se dedica à investigação do conhecimento é conhecida como Gnosiologia. Esta área investiga o conhecimento e suas relações, seus tipos, sua possibilidade, origem e essência, além das possíveis relações teológicas que envolvam o conhecimento. Um de seus fundamentos é a relação “sujeito objeto”, na qual o sujeito pode conseguir total ou parcialmente o conhecimento, sendo que este pode ser real ou ilusório.

O conhecimento é material de estudo filosófico desde a Grécia Antiga, embora nesta época o termo não existisse. O assunto, no referido período histórico, foi alvo de estudos de Sócrates e Platão. No referente à origem do conhecimento duas teorias são básicas, ou seja, aquelas que servem de base e suporte para todas as teorias posteriores, encontram-se o racionalismo e o empirismo, tema deste texto.

O racionalismo atribui o conhecimento à razão, aos pensamentos, e para esta linha teórica, toda a realidade é construída através do pensamento lógico. Nossa mente, através do uso da razão, alinha logicamente fatos que levando-nos a uma conclusão, e nos fazem chegar assim, à validação do conhecimento. Se nossa razão julga um conhecimento como verdadeiro, é porque deve ser exclusivamente assim e não pode ser de nenhuma outra maneira, sendo esse conhecimento autêntico e cuja validade é universal.

Para o racionalismo, mesmo que um pensamento não possa ser provado empiricamente (através de experiências e o uso dos sentidos), ainda assim ele existe, pois tudo tem uma causa inteligível e, assim sendo, somente a razão pode proporcionar uma verdade absoluta, enquanto que  os sentidos são tidos como ilusórios.

O racionalismo se divide em várias vertentes: transcendente, epistemológico, metafísico, etc. Essas formas de racionalismo surgiram em diferentes épocas e contextos, divergem sobre a questão do conhecimento ser ou não inato, sobre o processo de “iluminação” dos conhecimentos em nossa mente e sobre a validade e a participação dos sentidos na construção do conhecimento através da razão. Seu método de validação é a dedução, sempre através da lógica. Os principais autores racionalistas são Descartes, Leibniz e Espinosa.

A teoria contrária ao racionalismo é o empirismo, este atribui o conhecimento à experiência, e neste caso, considera-se que a realidade é construída através dos sentidos, não havendo conhecimentos inatos, não havendo verdades a priori, e mesmo os conceitos abstratos e universais partem de fatos concretos. Alguns teóricos empiristas existiram antes desta teoria ser postula e nomeada lá filosofia. Os estoicos, por exemplo, já refletiam sobre o conhecimento comparando o ser humano à uma tábua em branco, na qual não há nada escrito, ideia esta que foi base para teoria empirista de Locke, já na Idade Moderna.

Para explicar os conhecimentos abstratos, alguns empiristas dividiam as sensações em internas e externas, as externas obtidas através dos sentidos conferem uma sensação, enquanto que as internas conferem uma reflexão. As reflexões podem ser memórias, cópias ou fantasias e jamais são idênticas às sensações, sendo que para a maioria dos teóricos empiristas somente as sensações são válidas.

Enquanto o racionalismo se baseia na matemática, o empirismo se baseia nas ciências naturais e na observação direta de experiências repetidas, além do fato de que nesta vertente, a indução substitui o raciocínio e a dedução. Os principais autores do empirismo são Francis Bacon, Locke, Berkeley e Hume.

Além dessas teorias e a partir das mesmas, existem outras a respeito da origem do conhecimento, mas para a compressão de todas as ramificações é necessário partir do racionalismo e do empirismo, ambas com vertentes aceitas e praticadas até hoje.

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