Interpretação de Texto
Introdução Tarefa Processo Avaliação Conclusão Créditos


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QUEM SOMOS: Alunas do curso de pós-graduação em Filosofia e Psicanálise, organizadas em grupo, com o objetivo de desenvolver essa webQuest, num exercício prático, considerando que as novas tecnologias podem garantir mais qualidade no gerenciamento dos diferentes saberes. 

 

PROVOCAÇÃO: o que propomos com essa atividade é o desafio de refletir e construir opinião sobre uma temática que muito influencia o nosso dia-a-dia, a corrupção. 

1. Através da leitura do texto, "Só de Sacanagem" da poetisa capixaba Elisa Lucinda, apresentamos uma excelente provocação ao aluno, para que ele pense a corrupção sob a ótica de suas atitudes cotidianas, àquelas que sem nos dar conta, também são pequenos atos de corrupção. Lendo o texto e construindo possibilidades diferentes de compreensão a partir da vivência de cada um dentro da temática.

2. Através da pesquisa, o aluno também é levado a identificar no cenário nacional as práticas danosas da corrupção em nossa sociedade, confrontando informações atuais e históricas e, refletindo sobre as consequencias coletivas e individuais que resultam da prática desses atos.

3. Através da escrita, o aluno é provocado a atualizar as informações textuais, históricas e pessoais, construindo assim um texto dissertativo, conforme o comando apresentado na tarefa.

4. Através da pesquisa de símbolos da justiça, também sugere-se que se reflita sobre corrupção e justiça, considerando a atual conjuntura, onde os mal feitos estão sendo a todo instante levados para julgamento na Suprema Corte do país.

 

 

SÓ DE SACANAGEM

Meu coração está aos pulos! 

Quantas vezes minha esperança será posta à prova? 

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. 

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? 

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? 

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. 

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. 

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. 

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau." 

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!


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