LINGUISTICA
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TEMA: PRENOMES E SOBRENOMES LATINOS DE ANGOLA – SUA PERSPECTIVA LINGUISTICA

 

Introdução

Em todos os idiomas e culturas existentes no globo terrestre, quando nasce uma criança, os progenitores atribuem-lhe um nome completo para sua identificação. “Os nomes primitivos tinham um significado exato, o que, aliás, correspondia às exigências psicológicas e simbólicas das tribos que os usavam”. (http://www.infopedia.pt/$antroponimia). É do nome que a antroponímia se ocupa. 

A Antroponímia é a parte da Onomástica que trata dos antropónimos. Segundo CAMARA JR. (2009, p. 62), os antropónimos são “substantivos próprios que numa dada sociedade se aplicam aos indivíduos componentes, para distingui-los uns dos outros. Geralmente o indivíduo se identifica por dois ou mais vocábulos antroponímicos que formam uma locução… […] ”.

Assim, tal como noutras nações, o povo angolano, desde os tempos imemoriais, sempre atribuiu nomes próprios aos seus descendentes. Segundo YAMBO (2003, pp. 23-24), as circunstâncias que orientaram os nomes bantu são:

1- […] assim as crianças nascidas de uma mesma mãe sabem cada um o seu lugar. Habitualmente encontram-se duas séries: rapazes e raparigas;

2-Os gémeos segundo os sexos e os que vêm depois;

3-Os dias de semana;

4-O nome do genitor;

5-Os traços físicos do recém-nascido;

6-Uma circunstância ligada ao nascimento;

7-Coincidência com os acontecimentos sociais (viagens, prisões, falecimentos, festas, etc.);

8-Em relação com os falecimentos dos seus antecessores;

9-As relações sociais;

10-Nomes mensagem: (de agradecimento a Deus; de pedido de protecção; de lamentações; de censura; de preocupações quotidianas);

11-Nomes teófobos;

12-Nomes de honra… […].

 

Essas realidades foram corroboradas por CHIMBINDA (2009, p. 52) quando afirma que “… […] os nomes como expressões da vida, não nascem do nada. Não emergem da tabula rasa ou de um vazio. Cada nome teve um início temporal e local contextuado. As fontes inspiradoras dos nomes são vários, tais como as pessoas, a fauna, a flora, astros, terra e ar […]”.

 

Por razões históricas, ou seja, com a colonização e a cristianização, esse povo começou a usar nomes portugueses, exemplo que lhes foi dado pelos primeiros reis católicos que com o baptismo receberam nomes cristãos, sobretudo os dos reis e fidalgos de Portugal, (MARTINS, 1958). Apesar disso e, exceptuando alguns casos pontuais, como é óbvio, tem se constatado que a Antroponímia angolana padece de algumas mazelas estruturais que, neste artigo, vale a pena destacar e levar a uma profunda reflexão.

Hoje, um considerável número da população angolana, mormente os citadinos, usa para sua identidade nomes latino-europeus com uma antroponímia baseada no modelo português que apresenta um certo pendor científico, (LEI nº 10 de Outubro de 1985). No entanto, essa antroponímia nem sempre é bem empregue pela presença dos seguintes elementos:

  • Nomes desajustados;
  • Sobrenomes latino-europeus.

 


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