A relação da química com as mudanças climáticas
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O MAR DE AMANHÃ, COM AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS DE HOJE

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As mudanças climáticas, de acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), referem-se a modificações que podem ser identificadas através de testes estatísticos ou outros métodos. Para o grupo, "mudanças" são o mesmo que "variações de propriedades que persistam por um período de tempo extenso (como décadas ou mais)". Tais mudanças podem ser ocasionadas tanto por efeitos naturais quanto por atividades humanas que geram aumento do efeito estufa.

O efeito estufa possibilita a existência da vida em nosso planeta tal como a conhecemos. A atmosfera, ao absorver e reemitir parte substancial da radiação infravermelha proveniente dos oceanos e da litosfera, regula as temperaturas superficiais e as mantêm em valores apropriados à vida. O dióxido de carbono, entre os gases existentes na atmosfera, é o que mais contribui para o efeito estufa.

As atividades agrícolas e industriais, o desflorestamento e, principalmente, a queima de combustíveis fósseis, aumentaram consideravelmente a produção de dióxido de carbono, de metano e de outros gases, no último século. Esse aumento é considerado um dos principais fatores para o desencadeamento de mudanças climáticas induzidas pela intensificação do efeito estufa, conhecidas como aquecimento global.

O aquecimento global traz consequências e impactos para o clima e para os ecossistemas. O derretimento das calotas polares continentais e a resultante elevação do nível médio do mar, eventualmente, ocasionarão alagamentos e perdas de habitats marinhos e terrestres. Maiores temperaturas alteram a circulação da atmosfera e dos oceanos, aumentando o número, energia e distribuição geográfica de eventos extremos, como furacões.

O excesso de dióxido de carbono se dissocia sob a forma de ácido carbônico, diminuindo o pH da água do mar. Essa acidificação, caso ocorra, poderá ter consequências ambientais que afetarão a vida marinha. Prejudicará os corais e algas que formam os recifes calcáreos e as florações em massa das cocolitoforídeos e foraminíferos, os quais dependem de pH básico para precipitação biogênica dos carbonatos em dissolução por esses organismos. Em casos mais extremos, poderá haver a dissolução do carbonato que forma os recifes calcáreos, as conchas de moluscos e as carapaças dos equinodermos. Esses organismos são importantes para a biodiversidade e para o equilíbrio da teia alimentar marinha. O impacto sobre a diversidade e a teia alimentar dos oceanos poderá provocar queda drástica dos recursos pesqueiros já tão sobre-explorados pela pesca descontrolada e pelo impacto na zona costeira, sobretudo poluição química e perda de habitats devido a obras costeiras mal planejadas. Peixes, crustáceos e moluscos são os principais recursos biológicos explorados para consumo humano. Sustentam a pesca artesanal e industrial em todos os continentes. A redução de estoques pesqueiros causará forte impacto socioeconômico, provocando desemprego na indústria de pesca e má qualidade de vida para comunidades costeiras que, muitas vezes, dependem exclusivamente desses recursos como meio de subsistência.

TENDÊNCIAS CLIMÁTICAS DE TEMPERATURA E EVENTOS EXTREMOS 

 É provável que, no futuro, o aquecimento no Brasil seja menor do que na média global. O aquecimento também irá variar com as estações e, nos períodos úmidos – entre dezembro e fevereiro –, poderá apresentar aumentos entre 0,1ºC e 0,4ºC/década, mas nos períodos secos – entre junho e agosto –, poderá apresentar aumentos maiores, entre 0,2º e 0,6ºC/década. Há indicações, de modelos principalmente, mostrando que o aquecimento será maior sobre a floresta amazônica e menos intenso sobre os estados litorâneos do Sudeste.

Mesmo que pequenas, as possíveis alterações de propriedades físicas nas águas superficiais próximas à costa brasileira poderão gerar fenômenos meteorológicos com grande potencial de destruição. De maneira inédita, no Atlântico Sul no passado recente houve a ocorrência de um ciclone com características de furacão: o Catarina. Esse evento extremo causou desastre de proporções nunca antes vistas para tal tipo de fenômeno no Brasil: o sul de Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul foram atingidos, afetando 26 municípios e deixando cerca de 15 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas; cerca de 35 mil imóveis foram danificados ou destruídos. A diminuição da intensidade dos ventos no Hemisfério Sul, observada nos últimos 25 anos, possibilita o aumento da frequência de formação de tempestades tropicais, o estágio imediatamente anterior à caracterização de um sistema meteorológico como furacão, e de furacões.

 


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