Alfabetização
Introdução Tarefa Processo Avaliação Conclusão Créditos

 

alfabetização consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação, e apropriação do sistema de escrita, e pressupõe a compreensão do princípio alfabético, indispensável ao domínio da leitura e escrita.

O objetivo desse espaço é desenvolver a alfabetização de forma mais leve e dinâmica.

Qual a diferença entre alfabetização e letramento?

A alfabetização é o processo de aprendizagem onde se desenvolve a habilidade de ler e escrever, já o letramento desenvolve o uso competente da leitura e da escrita nas práticas sociais.

Então, uma das principais diferenças está na qualidade do domínio sobre a leitura e a escrita. Enquanto o sujeito alfabetizado sabe codificar e decodificar o sistema de escrita, o sujeito letrado vai além, sendo capaz de dominar a língua no seu cotidiano, nos mais distintos contextos.

 

Mas que é o multiletramento?

 

Segundo Roxane Rojo: Há uma preocupação de que a juventude que está na escola pública está muito ligada nas mídias em geral, seja ela de massa ou sejam as digitais e a escola se mantém ignorando essas mídias desde os impressos do séc. 19. Então esse movimento que começou com um manifesto lá em 1996, nos Estados Unidos, de pesquisadores e professores americanos por uma Pedagogia dos Multiletramentos é justamente pensar que para essa juventude, inclusive para o trabalho, para a cidadania em geral, não é mais o impresso padrão que vai funcionar unicamente. Essas mídias, portanto, têm que ser incorporadas efetivamente, todas elas: tvs, rádios, essas mídias de massas, mas sobretudo as digitais incorporadas na prática escolar diária. Então, eles vão propor uma pedagogia para a formação, isso lá em 1996, portanto, já há muitos anos atrás. A ideia é que a sociedade hoje funciona a partir de uma diversidade de linguagens e de mídias e de uma diversidade de culturas e que essas coisas têm que ser tematizadas na escola, daí multiletramentos, multilinguagens, multiculturas.

As múltiplas linguagens no cotidiano das crianças

Cristiane Januário Gonçalves, Débora Andrade Antônio,

 

A linguagem permeia o trabalho na educação infantil e junto com a brincadeira e a interação, constitui um dos eixos da ação pedagógica junto às crianças. Quando falamos em linguagem é comum nos remetermos à linguagem verbal e escrita que, sem dúvida, é fundamental para o desenvolvimento infantil, no entanto, algumas propostas pedagógicas acabam priorizando apenas essas duas formas de linguagem no trabalho com as crianças, em detrimento de outras possibilidades. Dessa forma acabam privando-as de novas vivências e novas experiências que favoreçam a ampliação dos conhecimentos delas. Nesse sentido, existem propostas em educação infantil que têm buscado superar o entendimento mais restrito de linguagem apenas como oralidade e escrita, procurando ampliá-lo face à percepção de que a criança se comunica e se expressa por meio de múltiplas linguagens, de “cem linguagens”, como escreve Loris Malaguzzi em sua poesia. O conteúdo do presente artigo visa apresentar e promover a reflexão sobre algumas das múltiplas linguagens presentes na expressão das crianças. Aborda a importância e as possibilidades de trabalhar essas formas de comunicação e expressão como possíveis linguagens na educação das crianças pequenas.

 

 


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