XIV - Psicanálise: queixas, dores e violência...
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XIV . Psicanálise: queixas, dores e violência. Alimento de quem?

 

Durante a nossa trajetória transitamos por muitos teóricos, pensamentos e questões que nos remeteram as mais profundas queixas, dores e violências de efeitos sigulares e coletivos.

* No campo da Violência e cultura no pensamento freudiano: . (memórias e projeção).

   - Sem se configurar como um fenômeno novo, a violência permanece um tema amplamente discutido na atualidade, trazendo desafios nada desprezíveis para diversos campos do saber. Ao considerar as ferramentas conceituais oferecidas pela psicanálise como particularmente relevantes para um debate sobre o assunto.

- Pesquisar os modos como a violência aparece abordada no pensamento de Freud, mais especificamente nas suas articulações suplementares com a cultura.

- Em termos metodológicos, trata-se de um estudo de natureza conceitual e histórica que, pela via de um levantamento bibliográfico, destaca em um primeiro momento certo otimismo freudiano quanto a uma possível mediação dos laços sociais e o afastamento da violência. Em seguida, são brevemente pontuadas importantes mudanças realizadas ao longo do percurso teórico de Freud, de modo que a hipótese inicialmente apresentada é recusada. Tal linha de investigação conduz à conclusão de que o discurso freudiano detém algo de singular a dizer sobre a questão da violência, destacando-o assim como alternativa frente aos discursos dominantes sobre o tema.

Evolução histórica dos critérios diagnósticos relacionados a traumas Diversos relatos na literatura científica apontam para o impacto do trauma para a vida adulta. Os estudos de Pierre Briquet (1859), Pierre Janet (1880), Jean-Martin Charcot (1887) e Sigmund Freud (1887) explicitavam que as experiências traumáticas infantis desencadeavam sintomas histéricos na vida adulta. Além disso, as consequências psicológicas geradas nos soldados de guerra pelas duas Grandes Guerras Mundiais enfatizaram a importância dos profissionais se atentarem às respostas exageradas ao estresse de ex-combatentes quando expostos às lembranças da guerra, caracterizando o quadro denominado de “neuroses de guerra”, descrito em 1941 pelo psicanalista Abram Kardiner.



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