A Química nos Fármacos e Cosméticos;
 Introdução
 Tarefa
 Processo
 Avaliação
 Conclusão
 Créditos
 

Os fármacos podem ter origem vegetal ou podem ter sido sintetizados em laboratório. Quando um fármaco de origem vegetal é pesquisado, ele é isolado e, caso passe a ser comercializado, é sintetizado em escala industrial. Porém, nem sempre esse processo foi assim. Por muito tempo na história da humanidade, os tratamentos foram à base da administração de plantas e ervas com propriedades conhecidas. Um exemplo é o ópio, que, por muito tempo, foi prescrito para dores de cabeça, cólicas, asma e tratamento de epilepsia. Em sua composição foi identificada a presença de morfina, que é um poderoso analgésico empregado até hoje.

Atualmente, o desenvolvimento de fármacos é baseado no modelo chave-fechadura, que descreve a interação do princípio ativo com o organismo. As fechaduras seriam os chamados bioreceptores (macromoléculas do organismo) e as chaves seriam os fármacos. Do ponto de vista químico, isso significa que os grupos funcionais da estrutura do fármaco são perfeitamente compatíveis para interagir com os grupos funcionais da estrutura de enzimas e inibidores presentes em nosso corpo.

 

Já nos cosméticos são um excelente exemplo de como as descobertas da Química fazem parte do nosso dia a dia. De facto, só a leitura da composição de qualquer comum cosmético pode tornar-se numa aula de química: água, emulsionantes, conservantes, espessantes, estabilizadores de pH, corantes e fragrâncias várias, combinados em diferentes proporções, para diferentes objetivos.

A utilização de cosméticos – ou seja, compostos químicos destinados a melhorar a nossa aparência – não é um fenómeno recente. Consta que a rainha egípcia Cleópatra tomava banho em leite, como forma de manter a pele bonita e macia. O que provavelmente até resultava, porque está comprovado que o ácido lático – um dos compostos químicos constituintes do leite – atua sobre as camadas mais profundas da epiderme, promovendo a remoção das células mortas e a renovação da pele.

Na antiga Grécia, três mil anos antes de Cristo, as mulheres usavam pó de carbonato de chumbo para empalidecer o rosto. Infelizmente, sabemos hoje que o carbonato de chumbo é tóxico e é possível que a busca da beleza tenha custado a vida a algumas destas mulheres.

Em muitos casos, estes diferentes produtos cosméticos têm uma forte componente de inovação científica, desenvolvida nos mais modernos laboratórios de investigação. Basta dizer que a indústria de cosméticos foi uma das primeiras a adaptar os novos recursos da nanotecnologia, através do uso de nano partículas para melhorar a qualidade dos seus produtos e satisfazer os anseios dos seus clientes.

As nano partículas são partículas de dimensão intermédia entre a escala dos átomos e a dos materiais macroscópicos. Qualquer coisa como mil vezes maior que o diâmetro de um átomo e mil vezes menor que a espessura de um cabelo.

Esta característica confere-lhes propriedades únicas, e que podem ser moduladas pela alteração do tamanho.

 

 


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